Quando meu primeiro filho, João, completou dois anos, achei que era tempo de lembrar-lhe as origens. Por isso, fiz estes versos que agora compartilho.
Dois anos
Dois anos,
filho, da tua chegada
Um tempo tão pouco e já é tanto
De sorrisos, carinhos e prantos
De uma vida já tão amada
Dois anos de uma alegria imensa
De um amor forte e abençoado,
Grande como o céu do Cerrado
Que é nosso teto e nossa querência
Um tempo tão pouco e já é tanto
De sorrisos, carinhos e prantos
De uma vida já tão amada
Dois anos de uma alegria imensa
De um amor forte e abençoado,
Grande como o céu do Cerrado
Que é nosso teto e nossa querência
São tantas
coisas para contar,
De noites insones ou mansas,
De dentes, risos e danças
Neste campo aberto das lembranças
De noites insones ou mansas,
De dentes, risos e danças
Neste campo aberto das lembranças
Dois anos e
já te fez guapo,
Piá mui vivaracho de papo,
Gauchito redomão e arteiro,
Um filho mui querido e companheiro
Piá mui vivaracho de papo,
Gauchito redomão e arteiro,
Um filho mui querido e companheiro
E mesmo que
esteja longe dos pagos,
Longe dos avós e dos afagos,
E que esse tempo já pareça tanto
És pampeano, meu filho, te garanto
Longe dos avós e dos afagos,
E que esse tempo já pareça tanto
És pampeano, meu filho, te garanto
Não que o gaúcho
seja santo,
Mas se afasta do pago a muito custo
E tenta esconder um sincero pranto,
Porque ser gaúcho é ser justo
Mas se afasta do pago a muito custo
E tenta esconder um sincero pranto,
Porque ser gaúcho é ser justo
E por isso
te lembro as raízes,
Para conheceres as matrizes,
Pois são dois anos e já é tanto,
Mas és pampeano, te garanto.
É o sangue gaúcho que corre em tuas veias
De guerras, batalhas, peleias,
De uma estirpe nobre que cultiva a memória
De um passado, de uma cultura, de uma história
Para conheceres as matrizes,
Pois são dois anos e já é tanto,
Mas és pampeano, te garanto.
É o sangue gaúcho que corre em tuas veias
De guerras, batalhas, peleias,
De uma estirpe nobre que cultiva a memória
De um passado, de uma cultura, de uma história
És mais um
gaúcho desgarrado
Pela imensidão clareada do cerrado,
De um horizonte que às vezes lembra,
O nosso campo, solo sagrado.
Pela imensidão clareada do cerrado,
De um horizonte que às vezes lembra,
O nosso campo, solo sagrado.
Aqui
nasceste, na linda Brasília,
Para alguns porto, para outros ilha
Mas mesmo assim te lembraria
Que tua gênese é haragana, farroupilha
Para alguns porto, para outros ilha
Mas mesmo assim te lembraria
Que tua gênese é haragana, farroupilha
Por isso meu
filho, não te esqueças
Ainda que por aqui cresças,
Que a distância do pago seque o pranto,
Que o tempo se torne acalanto,
Que o amargo amigo esteja de canto,
E que não vejas o sagrado manto
E ainda que o tempo seja tanto...
És pampeano, meu filho, eu te garanto!
Ainda que por aqui cresças,
Que a distância do pago seque o pranto,
Que o tempo se torne acalanto,
Que o amargo amigo esteja de canto,
E que não vejas o sagrado manto
E ainda que o tempo seja tanto...
És pampeano, meu filho, eu te garanto!

Versos sinceros a qualquer um que esteja longe dos pagos sulinos e preserva a cultura gaúcha. Por certo teu piá vai ser dos mais haragano... Baita abraço amigo!!
ResponderExcluirJonatas H. da Motta