quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Metendo a cara...

No 20 de Setembro do ano passado tive a honra de desfilar no Alegrete. De parceiro, meu compadre Ricardo Hoffmann, a quem dedico estas linhas.


    Metendo a cara

    Amanheceu o grande dia e eu, mal saído dos cueros,
    Nestas lidas de campeiros, fazendo o que mais queria

    Primeiro lenço e aperos, que lembra uma história guerreira,
    E antes de meter os arreios, mais um trato com a rascadeira

    Então a égua enfurecida, Bandida no nome e tinhosa na lida,
    Corcoveia, entre coice e pataço, arrebenta a presilha do laço...

    Mas tinha no lombo um ginetaço!
    E depois de choros e sustos, que até tiveram seus custos,
    A malacara, enfim, se conscientiza:
    Manda quem pode, obedece quem precisa!

    Passado o retoço e o entrevero, toma-se o rumo da estrada,
    E o trote segue, parelheiro, ao encontro da gauchada

    Xiruzada dá os retoques, deixando tudo a preceito,
    Colas atadas e coques, cheios de orgulho no peito

    Partem os primeiros piquetes, subindo de a cavalo a Barão
    De dois a dois os ginetes, honram história e tradição

    Pelos caminhos e calçadas, toda gente vai se encantando
    E pega-se o rumo da Praça, com o chinaredo acenando
    Chega-se na dispersão, quando terminado o trajeto,
    E apesar da diversão, ainda não está completo

    Porque o 20 de Setembro no Alegrete,
    Não tem lá tanta graça,
    Se não te metes noutro piquete
    Pra passar duas vezes na Praça!




Nenhum comentário:

Postar um comentário