E como tem pisa-flores que bate no peito e se diz guasca e nem sabe do que fala... As vezes, é preciso lembrar dos outros tempos!
Outros tempos
Sentado sobre os pelegos
Deixo o mate molhar a palavra
Mirando o passado e colhendo
Os poucos versos de mi lavra
Os tempos agora são outros,
A essência pampa se vai, apartada
Os recuerdos agora são poucos
E nossa história se esvai, transformada
A tradição agora tem dono
Como se pudessem embretá-la,
O patrão agora tem trono
E a história se trai, maltratada
Se fazem agora regramentos
Das vestes da gauchada
E se esquecem dos outros tempos
De nossa gênese esfarrapada
Memórias índias vão esquecidas
No campo santo das Missões
Palco de lutas aguerridas
Entre lanças e canhões
Encerram-se liberdades
Nas fronteiras pampeanas
E se criam, nas cidades
Fantasias haraganas
Nos campos de Cima da Serra
Novas modas são inventadas
Trazidas de outras terras
Ganham campo nas canhadas
Mais estranho é o cancioneiro
Que se diz voz do nosso chão
E espanta o estancieiro,
O capataz e o peão.
Tudo concentra e emana
A mui leal e valorosa,
E os gaúchos de fim de semana
Se desvelam em verso e prosa
Mas agora os tempos são vagos
E não importam as tradições
O que vale agora são cargos
E o faz de conta de galpões
Outros tempos
Sentado sobre os pelegos
Deixo o mate molhar a palavra
Mirando o passado e colhendo
Os poucos versos de mi lavra
Os tempos agora são outros,
A essência pampa se vai, apartada
Os recuerdos agora são poucos
E nossa história se esvai, transformada
A tradição agora tem dono
Como se pudessem embretá-la,
O patrão agora tem trono
E a história se trai, maltratada
Se fazem agora regramentos
Das vestes da gauchada
E se esquecem dos outros tempos
De nossa gênese esfarrapada
Memórias índias vão esquecidas
No campo santo das Missões
Palco de lutas aguerridas
Entre lanças e canhões
Encerram-se liberdades
Nas fronteiras pampeanas
E se criam, nas cidades
Fantasias haraganas
Nos campos de Cima da Serra
Novas modas são inventadas
Trazidas de outras terras
Ganham campo nas canhadas
Mais estranho é o cancioneiro
Que se diz voz do nosso chão
E espanta o estancieiro,
O capataz e o peão.
Tudo concentra e emana
A mui leal e valorosa,
E os gaúchos de fim de semana
Se desvelam em verso e prosa
Mas agora os tempos são vagos
E não importam as tradições
O que vale agora são cargos
E o faz de conta de galpões

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